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Balanço das atividades e expectativas para 2018

23/12/2017 | 14h05

 

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ENTREVISTA

Na entrevista a seguir, concedida à Agência  Estadual de Notícias, Valdir Rossoni, chefe da Casa Civil e deputado federal licenciado, faz um balanço das atividades no comando da pasta que é o “coração” do governo Beto Richa. Rossoni fala dos principais desafiosencontrados, das dificuldades enfrentadas diante da crise, e das conquistas, principalmente de investimentos nas áreas da Saúde, Educação e Infraestrutura.

Qual o papel da Casa Civil na estrutura do Estado?  

Valdir Rossoni: É coordenar a estrutura de governo e promover a integração entre todos. Eu tenho um despacho com o governador sempre antes de começar o trabalho, onde resolvemos as principais questões. E durante o dia, executamos o que foi decidido pela manhã.  E além da parte administrativa, temos também todas as questões jurídicas.

Como foram os trabalhos da Casa Civil em 2017?  

VR: Foi uma experiência nova na minha vida porque eu nunca havia participado do Executivo estadual. Fui prefeito de Bituruna, deputado estadual seis vezes, presidente da Assembleia Legislativa e hoje sou deputado federal, mas nunca havia participado do governo. O balanço que faço é positivo, mas quem precisa fazer essa avaliação também é a estrutura do governo sobre a integração administrativa que fazemos internamente e com outros poderes, principalmente prefeitos. 

A parceria e a liberação de recursos para os municípios foram ampliadas nesse ano. Como vê isso? 

VR: O governo está tendo capacidade bem maior de investimentos que os outros anos. Mais de 300 prefeitos passaram pela Casa Civil e trouxeram suas reivindicações e nós encontramos soluções e liberamos recursos, depois chancelados pelo governador. 

A Casa Civil coordena programas importantes no setor de educação. Como estão o Escola 1000, Escola Conectada e o Mãos Amigas?  

VR: Quando se lança um programa cuja meta é reformar mil escolas, como é o caso do Escola 1000 a demanda de engenheiros é muito grande.Tivemos falta de estrutura porque o governo nunca havia executado um programa desta envergadura. Mas os problemas foram resolvidos e agora estamos com quase 1,5 mil obras em execução ou sendo planilhadas, se contabilizarmos também o programa Reparo Rápido.

O Mãos Amigas usa mão-de-obra de apenados do semiaberto. Com um dia de trabalho eles diminuem três dias da pena. Só neste ano reformamos 35 escolas através do programa. O Instituto Fundepar entra com o material e eles fazem a obra. Estamos com cinco equipes e nossa intenção é estender para as cidades onde há presídios com o semiaberto: Foz Iguaçu, Guarapuava e Francisco Beltrão.  

Já o Escola Conectada vai modernizar a informática nas 2,1 mil instituições de ensino do Paraná. Serão R$ 283 milhões em três etapas, com 700 escolas atendidas em cada uma. Já fizemos a primeira licitação e compramos 10 mil computadores. Estamos voltados para a área de educação. 

Estamos também instalando quadras com grama sintética em escolas de diversas cidades. Essa é uma ação da Secretaria de Esportes em parceria com a Casa Civil. 

Como funciona o programa de apoio aos pequenos municípios na coleta de resíduos? 

VR: O Paraná foi pioneiro no País quando lançou o programa de coleta seletiva para atender uma grande deficiência que os pequenos municípios têm neste setor. Muitos não têm aterros ou a coleta é feita com caminhões velhos. Já atendemos 230 municípios com a entrega de caminhões e equipamentos para a separação do lixo. Assim a cidade pode organizar uma cooperativa e contratar pessoas para cuidar disso. Ano que vem vamos chegar em 300 municípiosatendidos

Quais as principais obras em execução no Estado? 

VR: Já recuperamos 11 mil quilômetros de estradas. Estamos duplicando o acesso para Piraquara, vamos duplicar as rodovias da Uva e dos Ministérios, terminando a rodovia do Cerne, estamos fazendo os contornos de Pato Branco e Francisco Beltrão e ainda construindo uma nova ponte em União da Vitória no valor de R$ 32 milhões.

Todos os investimentos só foram possíveis graças ao ajuste fiscal? 

VR: Sem dúvida. Se não fosse o governador tomar as medidas na hora certa talvez estivéssemos atrasando salários do funcionalismo e sem recursos para investimentos.

Qual a expectativa do senhor para 2018? 

VR: O Paraná tem uma situação financeira bem confortável. Estamos fechando o ano com o décimo terceiro e o salário de dezembro pagos. Também teremos uma antecipação do ICMS para as prefeituras através do Paraná Competitivo que será depositado ainda em dezembro. E isso vai ajuda-los a fechar suas contas. Temos algumas reclamações do funcionalismo porque não concedemos a data base. Não fizemos porque temos que respeitar o limite prudencial de gastos ou não conseguiríamos o empréstimo de quase R$ 1 bilhão com o BID para importantes obras de infraestrutura.

 

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