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Governo e servidores criam grupo para discutir propostas para folha dentro do orçamento de 2017

07/11/2016 | 18h58

 

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Crédito: Kleyton Presidente

 

O Governo do Estado e sindicatos que representam os servidores decidiram nesta segunda-feira (07/11) formar um grupo de trabalho para formatar propostas alternativas para a questão salarial do funcionalismo estadual em 2017. O grupo será formado por técnicos das secretarias da Fazenda e da Administração e cinco indicados pelos sindicatos de servidores.

A decisão foi tomada durante reunião no Palácio Iguaçu, liderada pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, para tratar do reajuste dos funcionários do Estado no ano que vem.  “Não existem dois Paranás. Um do governo e outro do servidor. Vamos aprofundar o debate em cima da realidade econômica e achar o consenso”, disse Rossoni.

O governo defende a quitação de promoções e progressões em atraso, além da implantação destes avanços em 2017. O valor disponível no orçamento para isso é de R$ 1,4 bilhão. “Nossa intenção é pagar a dívida com os servidores, antes de fazer uma nova despesa”, reafirmou Rossoni. “Precisamos manter as contas públicas em equilíbrio”.

De outra parte, os servidores querem que o Estado pague os benefícios em atraso, além de conceder a reposição anual dos salários, o que somaria mais R$ 2,1 bilhões ao recurso previsto para pagar promoções e progressões. 

 

SITUAÇÃO - No encontro, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, fez uma explanação da lei orçamentária enviada para a Assembleia Legislativa, ressaltando que não há espaço para um aumento da despesa de R$ 3,5 bilhões. “Não podemos assumir compromisso que leve o Estado à insolvência”, ressaltou Costa, mostrando a situação caótica de vários governos que não conseguem honrar a folha mensal dos servidores.

Questionado sobre os reajustes concedidos por empresas públicas de economia mista, Mauro Ricardo Costa afirmou que a autorização do pagamento é um claro sinal de que o governo quer a valorização dos funcionários públicos. “Se houver recursos financeiros e orçamentários, a prioridade é conceder a revisão geral para o funcionalismo estadual”, sustentou.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli, ressaltou que o Estado não está cancelando o reajuste geral, mas postergando a data de implantação em razão da grave que crise que assola o País. “A data-base não será revogada. A lei que está em vigor continua a valer, mas será aplicada no momento adequado, quando houver recursos para fazer frente à despesa.”

 

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